Ignorância e preconceito
Agora só falta uma semana! Mas temos que tomar cuidado. Como um animal ferido e acuado, a direita é muito perigosa e vai partir para o tudo ou nada. A direita não tem mais nada a perder. Basta observar como estão se comportando os seus porta-vozes. Basta abrir a Folha e o Estado. Basta ver a capa da Veja. É suficiente acompanhar o “jornalismo” da Globo. Já perderam a credibilidade, se tinham alguma.
É hora de vigiar e evitar confrontos. Vai ser difícil ficar calado ao ouvir bobagens de gente que não conhece a história recente do país, de gente que não lê e vota baseada em ignorância e preconceito. Os reacionários estão atirando para tudo quanto é lado, através de spams e sites de relacionamentos. É divertido, para não dizer trágico, ver a direita deixar a vergonha de lado e tirar a máscara ao revelar toda sorte de preconceitos. Mas lembre-se de que é “melhor permanecer calado e passar por tolo, do que abrir a boca e não deixar dúvidas sobre isso”.
Confesso que fiquei apreensivo quando o segundo turno foi anunciado. E ainda estou, porque sei do que são capazes os ultraconservadores e apoiadores do golpe de 1964. Entre eles estão diversos segmentos da direita, como a TFP, a Opus Dei, os Democratas (novo apelido para PFL, PDS, Arena, UDN), os vira-casacas do PPS, os privatistas do PSDB, os integralistas, os monarquistas, os ex-torturadores etc.
Por outro lado, estou até gostando dessa oportunidade de conhecer melhor, não só os candidatos e os projetos que representam, mas principalmente as pessoas ao meu redor e, por que não dizer, a mim mesmo. É hora de refletir sobre a motivação de nossas escolhas. É hora de, numa auto-análise honesta, se perguntar: até que ponto as minhas escolhas estão baseadas em minha ignorância e nos meus preconceitos?

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