Roda Viva
O programa "Roda Viva", que a TV Cultura exibe toda segunda-feira às 22h30, está em plena forma, apresentado pelo jornalista Paulo Markun. Ontem o entrevistado foi o também jornalista Franklin Martins, hoje ministro da Comunicação Social. Ambos constam em uma lista chamada de "os lulistas da imprensa" que foi publicada na imprensa marrom (leia-se aqui Veja, a revista metade propaganda) por aquele parajornalista dedo-duro - você sabe quem, não? Fosse eu jornalista, teria orgulho se tivesse meu nome nela incluído. A meu ver, só tem gente boa e que arregaçou de fato as mangas para ajudar a construir a democracia que temos hoje após literalmente tanto sangue, suor e lágrimas. Nada a ver com alguns oportunistas vendidos que chegaram agora para desfrutar desta liberdade. Esses perderam o bonde da história. E, conforme um antigo ditado árabe, os cães latem e a caravana passa. A propósito, peço emprestado as tantas palavras do Chico Buarque para "essa gente":
Vai passar nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar
Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Num tempo página infeliz da nossa história, passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia a nossa pátria mãe tão distraída sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações
Seus filhos erravam cegos pelo continente, levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval, o carnaval, o carnaval
Vai passar, palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos e os pigmeus do boulevard
Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade até o dia clarear
Ai que vida boa, o lelê, ai que vida boa, o lalá
O estandarte do sanatório geral vai passar
Ai que vida boa, o lelê, ai que vida boa, o lalá
Vai passar nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar
Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Num tempo página infeliz da nossa história, passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia a nossa pátria mãe tão distraída sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações
Seus filhos erravam cegos pelo continente, levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval, o carnaval, o carnaval
Vai passar, palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos e os pigmeus do boulevard
Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade até o dia clarear
Ai que vida boa, o lelê, ai que vida boa, o lalá
O estandarte do sanatório geral vai passar
Ai que vida boa, o lelê, ai que vida boa, o lalá

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