O Homem que Calculava

Terminei de ler "O Homem que Calculava" (1938, 62a. edição: 2003) do Malba Tahan, aliás de Júlio César de Melo e Sousa, professor de Matemática, educador, pedagogo, escritor e conferencista. Ouvi falar desse livro há muito tempo. Mas só agora tive a oportunidade de lê-lo. E foi um belo presente. Muito legal as soluções que o "calculista" persa Beremiz Samir encontrava para os diversos problemas matemáticos e lógicos contados no livro pelo também fictício Malba Tahan.
Entre os diversos desafios encontrados por Beremiz, achei mais notável o problema dos cinco discos. Um rei submeteu três príncipes, candidatos à mão de sua filha, a um teste para determinar qual seria o mais inteligente. Um monge trouxera cinco discos de madeira fina, que tinham a mesma forma, tamanho, brilho e peso, e só se distinguiam pela cor. Três eram brancos, e dois, pretos. O monge vendou os príncipes, e aleatoriamente lhes pendurou nas costas um disco. Eles seriam então interrogados e o primeiro que acertasse a cor do próprio disco, justificando-se com um raciocínio rigoroso, metódico e simples, venceria a disputa e se casaria com a moça. O primeiro a ser interrogado poderia ver o discos dos outros dois concorrentes. O segundo poderia ver só o disco do terceiro. E o terceiro não poderia ver nada. Os príncipes escolheram a ordem. Aconteceu que tanto o primeiro como o segundo erraram. E coube ao terceiro solucionar o problema. Se acertasse, casaria com a princesa. E não é que ele acertou?! Acertou e descreveu o raciocínio que utilizou para chegar à conclusão correta. Qual a cor do disco dele e como ele a descobriu?
Recomendo que você leia este curioso livro. Vale a pena.

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