O Sabotador
Não, não é o Buratti. É o filme do Hitchcock que vi na TCM (Saboteur, 1942). Nele, Barry Kane (Robert Cummings), que trabalha em uma fábrica de aviões, tem que fugir quando é acusado por engano de sabotagem por ter supostamente iniciado um incêndio que matou seu melhor amigo. Na fuga, conhece a modelo loira Patricia Martin (Priscilla Lane), com quem persegue o verdadeiro sabotador, Frank Fry (Norman Lloyd). A cena da sabotagem do navio Normandie no cais de Nova York é real. Mas foi a Máfia que fez a sabotagem, e não os nazistas. A Máfia queria que o governo a pagasse por proteção contra as sabotagens nazistas. A Marinha americana tentou convencer o mestre do suspense a tirar aquela cena do filme, mas Hitchcock a manteve. O mestre claramente toma partido contra o nazismo durante a Segunda Guerra Mundial. E termina o suspense filmando na Estátua da Liberdade, que é um símbolo nacional. Mais tarde, ele mostrou o Mount Rushmore, com as faces esculpidas de quatro presidentes americanos, em "Intriga Internacional" (North by Northwest, 1959).

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