Mudanças climáticas
Outro dia uma amiga me enviou o seguinte artigo publicado no International Herald Tribune por Roger Cohen em sua coluna Globalist: "A glimpse of Earth in its precious fragility", isto é, um vislumbre da Terra em sua preciosa fragilidade. Resumo:
O presidente Bush, quando rejeitou o Protocolo de Kyoto de 1997, causou mais dano à sua imagem internacional do que qualquer outro ato, exceto sua decisão de invadir o Iraque. Kyoto, que foi ratificado por todos os países do G8 exceto os Estados Unidos, estabelece metas de redução para o dióxido de carbono e outros gases responsáveis pelo efeito estufa.
O Brasil é freqüentemente criticado pela destruição da floresta tropical amazônica devido aos desmatamentos, mas por outro lado é exemplo em áreas em que os Estados Unidos poderiam aprender se tivesse vontade política:
- mais de três milhões de carros que agora rodam a álcool, e os modelos flex-fuel (que rodam com gasolina ou álcool ou sua mistura) representaram 30% das vendas de carros em 2004;
- predomínio da energia hidrelétrica para geração de eletricidade;
- e o desenvolvimento do chamado biodiesel a partir de fontes como o óleo de girassol.
Belo texto. Assino embaixo. Ao ouvir falar do Bush, principalmente em relação ao protocolo de Kyoto e a invasão do Iraque, fico indignado. E me vem à cabeça a comparação do presidente deles com o nosso. Está certo que os conservadores daqui torcem o nariz para o nosso presidente, que é analfabeto (segundo alguns), que é nordestino, que é ex-operário, que é de esquerda (não sei se comeu criancinha como certos padres), que é corintiano ( ;-) )... Esqueci de alguma outra rejeição? A comparação não tem nada a ver, não é? Afinal Bush, junto com o Blair, é defensor da liberdade e do nosso jeito de viver.

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