Vamos falar de corrupção?

Não faltaram notícias sobre corrupção nesta quinzena, especialmente nos seguintes países: Nigéria, Quênia, África do Sul, Romênia, Paquistão, Índia, Tailândia, Romênia, Ucrânia, Espanha, Alemanha, Canadá, Inglaterra, Estados Unidos.  Alguns exemplos:

  • O presidente da África do Sul Jacob Zuma renunciou ontem, acusado de corrupção.
  • Quênia está cobrando da Suíça o dinheiro desviado por políticos.  A organização internacional Tax Justice Network divulgou o financial secrecy index mostrando os maiores paraísos fiscais (eufemismo para lavagem de dinheiro?), sendo o ranking capitaneado por Suíça, Estados Unidos, Caimã, Hong Kong e Singapura.
  • O primeiro ministro (sionista, fascista) Netanyahu virou caso de polícia em Israel, de tanto que está enrolado em corrupção.
  • A corrupção na Tailândia piorou muito depois do golpe militar de 2014 que prometia ‘acabar com a corrupção’.
  • Diretora de uma das maiores ONGs do mundo, a inglesa Oxfam, cuja missão seria atuar contra a pobreza e as injustiças, se demite por causa do escândalo das orgias de seu pessoal com prostitutas no Haiti.
  • O presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC), Ajit Pai, nomeado por Trump, é suspeito de ter acabado com a neutralidade na Internet nos Estados Unidos para beneficiar empresas de telecomunicações em detrimento dos consumidores.  E, por falar no misógino e troglodita de direita Trump, está nos noticiários de lá o caso em que ele pagou cento e trinta mil dólares a uma atriz pornô.
  • Montadoras alemãs (VW, BMW e Mercedes) escandalizam o mundo por financiar testes criminosos (típicos do nazismo) com humanos e macacos.
Mas no Brasil a mídia celebra a Operação Lava Jato porque seu alvo é a atual oposição ao governo ilegítimo desde o golpe de 2016.  O golpe foi iniciado com as manifestações de 2013, iniciadas pelos garotos do Movimento Passe Livre, mas imediatamente tomada por mercenários de direita financiados por grandes empresas.  Depois veio o impeachment da presidenta que ousou se reeleger e atrapalhar os negócios de corruptos e corruptores, golpe descaradamente ignorado pelo STF acovardado. A fase atual do golpe é tornar inelegível o candidato mais popular, em cujo governo o país mais avançou em termos econômicos e sociais quando comparado a toda a nossa história republicana.
Os manipulados, que acreditam que a corrupção foi inventada por Lula em 2003, não conseguem enxergar que a corrupção é universal e tão antiga quanto a humanidade, e que contém duas partes: o corrompido (que pela mídia enviesada é o único corrupto) e o corrompedor, ou corruptor (a quem a mídia e a justiça são lenientes).  Através do financiamento privado de campanha e do caixa dois, as empresas financiam políticos.  Como não existe almoço de graça, uma vez eleitos, esses políticos, tanto no executivo como no legislativo, favorecem as empresas de várias maneiras, principalmente pela renúncia fiscal.  A primeira consequência é o aumento de impostos como compensação.  Aí a mídia parceira faz campanha contra os impostos, enquanto as empresas, ‘boazinhas e patriotas’, já beneficiadas pelos políticos que compraram, mandam dinheiro para os paraísos fiscais.  Isso sempre deu certo para a plutocracia quando o governo era camarada, mas com a dieta forçada da direita, que não conseguia eleger presidente há mais de 16 anos, a decisão das elites foi investir contra a reeleição em 2014 usando o argumento da corrupção na Petrobras.  Claro que havia corrupção na Petrobras, mas pelo menos desde o governo FHC ainda no primeiro mandato, então denunciada pelos jornalistas Paulo Francis em 1996 e Ricardo Boechat em 1989.  A única atitude do quinta-coluna FHC foi colocar o genro David Zylberstajn no comando da ANP (Agência Nacional do Petróleo).
O golpe de 2016 diferiu daquele de 1964 porque desta vez os paletós substituíram as fardas pelas togas.  E, como em 1964, também houve financiamento estrangeiro porque empresas e bancos sempre estiveram de olho em nossas riquezas nacionais, e não apenas no petróleo.  Os neoliberais alegam que tudo estaria melhor em mãos privadas, logo elas que são as grandes corruptoras!
Pior do que o papel desonesto da mídia, capitaneada por Globo, Estado, Folha, Abril, Band e Jovem Pan, é o papel do Ministério Público e do Judiciário, tomados por oportunistas, vagabundos e bandidos, conforme o próprio CNJ (Conselho Nacional de Justiça), criado no primeiro mandato Lula (que tomou diversas medidas contra a corrupção, aliás).  Recentemente soubemos da colaboração de órgãos de polícia estrangeiros com a Operação Lava Jato, que praticamente destruiu empreiteiras brasileiras e o setor naval, provavelmente para beneficiar empresas, bancos e petroleiros estrangeiros que andam pagando banquetes para nossos juízes.  Aliás, houve juiz dizendo com toda cara-de-pau que pediu bolsa-moradia, mesmo tendo casa no município em que ‘trabalha’, porque não teve aumento (desde o governo que ajudou a derrubar).
Nessa Operação, raramente o corruptor é preso, julgado e condenado, mas quando isso ocorre suas penas são reduzidíssimas caso delatem os inimigos opositores.  Mas para passar incólume, há um segredo: ser tucano.  Outro dia, soube de patrouxinhas paneleiros que tucano não vai preso porque tem foro privilegiado, mesmo havendo malas de dinheiro aqui e na Suíça.  Nada mais falso.  Delcídio do Amaral, ex-senador tucano, foi preso em pleno mandato.  Seu erro: ter trocado o PSDB pelo PT!
A Caixa de Pandora foi aberta, os trabalhadores estão vendo a precarização do trabalho e dos direitos, o fim das aposentadorias, uma nova onda de privatizações como aquela privataria do FHC, a liberdade de grandes corruptos, como Aécio, José 'Bolinha de Papel' Serra, Eduardo 'Caranguejo' Cunha, Temer, Eliseu 'Primo' Padilha, Romero 'Caju, com o Supremo e com tudo' Jucá, Geddel 'Babel' Lima, Moreira 'Angorá' Franco, Rodrigo 'Botafogo' Maia, Eunício 'Índio' Oliveira, e a lista segue enorme, recheada de políticos de direita.  Para não dizer que nunca antes na História do país estivemos tão mal, admito que este período só foi superado pela ditadura civil-militar iniciada em 1964.  Infelizmente há muitos idiotas que a querem de volta.  E acredite se quiser, as igrejas (neo) pentecostais e seus pastores bilionários financiam políticos para apoiar o retrocesso e implantar uma teocracia judaico-cristã no Brasil.

Sabe 1968? Pois é, faz 50 anos. O que vem pela frente? 

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