Mídia golpista hoje


Domingo é dia de folhear os jornalões e tentar entender o que a máfia dos barões da mídia está querendo que a gente acredite.
O Globo, entre diversos artigos sobre a Rússia e a antiga União Soviética, sobre o Brasil diz que "em meio à crise das esquerdas, cartilha liberal vai para as urnas", entusiasmado com os partidinhos de direita: Livres (a "renovação" do PSL, Partido Social Liberal) e Partido Novo.
O Globo parece estar rompido com o governo ilegítimo de Temer e sua camarilha de criminosos.  Por exemplo, a lambe-botas Leitão, no artigo "Viagem ao passado", critica a portaria do Ministério do Trabalho que tucanou o trabalho escravo e dá poder de censura ao ministro Ronaldo Nogueira, deputado federal pelo PTB (trabalhismo pelego) e pastor da igreja Assembleia de Deus (que articula criação de partido conservador de direita).  Ela cita os casos de escravidão envolvendo dois políticos de Pernambuco, o ex-deputado e ex-presidente da Câmara, Inocêncio de Oliveira (ARENA, PDS, PFL, PL, PR), e o senador Armando Monteiro (PSDB, PMDB, PTB), ex-presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria).
Por outro lado, O Globo também parece estar constrangido com o PSDB e Aécio (sugerindo que seu ex-candidato à presidência, e amigo de Gilmar Mendes, se candidate a deputado porque uma candidatura ao senado seria arriscada). Elio Gaspari comenta, inclusive na Folha, sobre a "poderosa blindagem do tucanato paulista" e a reintegração no TCE-SP do conselheiro Robson Marinho investigado desde 2008 - leia no Brasil247.  Para refrescar a memória, Robson Marinho, o "RM" da lista de subornos da empresa francesa Alstom, é o tucano que foi secretário da Casa Civil do governo Mario Covas.
Na Folha, Janio de Freitas escreve que "suposição de que Dodge veio para salvar Temer ganha nova estatura", depois que a procuradora-geral da república Raquel Dodge apontou o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), sub de Temer, como chefe de quadrilha e líder de organização criminosa.
Também na Folha, Bernardo Mello Franco escreve sobre "a lata velha de Huck", comentando sobre a aposta de setores da direita no apresentador da Globo, Luciano Huck, amigo de Aécio Neves, Sergio Cabral e Eike Batista.  O mesmo tema é comentado pelas repórteres do Painel.  O mercado avalia Huck pelo seu liberalismo na economia e nos costumes em um momento em que o prefake ainda neotucano Doria está cada vez mais desgastado com sua mais recente trapalhada, a ração humana.
O Estadão, folhetim da extrema direita, afirma que Bolsonaro faz o PEN (Partido Ecológico Nacional) virar Patriota (PATRI), abandonar causa ambiental, proibir apoio ao aborto e defender uso de armas - tudo isso para atrair o candidato dos analfabetos políticos e dos extremistas de direita.  O detalhe é que Bolsonaro (Bozonazi, Boçalnaro etc.), segundo o qual Uberlândia é cidade paulista,  ainda está no PSC, Partido Social Cristão, ex-Partido Democrático Republicano.
Vou terminar por aqui, porque ler o Estadão, da Eliane Cantanhêde e da Vera Magalhães (da Jovem Pan), me deu náuseas.  Tem um Plasil aí? Dramin também serve.

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