Uma Tarde em Buenos Aires



O “Santos Manjares” é o nono melhor restaurante de Buenos Aires segundo avaliações do TripAdvisor.  Fica na calle Paraguay, no bairro do Retiro, a uma quadra da Estátua de Adolfo Alsina, avenida 9 de Julio, aquela larga, do Obelisco.  É simples, mas a comida é boa e o pessoal é muito simpático e amigável.  Lá, recomendo o ‘bife de chorizo al punto’.  Uma sugestão: não peça café e ‘postres’ (sobremesas) – em vez disso, caminhe uns 20 minutos para fazer a digestão e prove café brasileiro ou colombiano e alfajores no “ El Gato Negro”, na Corrientes.
Enquanto Santiago tem uma farmácia em cada esquina, Montevideo, casas de câmbio, Buenos Aires tem livrarias, muitas.  É difícil resistir e não comprar nenhum título, livro técnico ou de ficção.  Chama a atenção o número de teatros e de livrarias.  Buenos Aires é a cidade com mais livrarias do mundo, tendo mais livrarias que o Brasil inteiro.  Temos de admitir: o portenho médio é mais educado e culto do que a nossa classe média (ignorante, hipócrita e preconceituosa).
Buenos Aires também tem uma boa malha de ‘subte’ (metrô).  As composições assemelham-se mais a trens mesmo, e as estações estão um tanto descuidadas, embora a decoração e a presença de músicos sejam destaques interessantes.  A estação Carlos Gardel tem saída para o shopping Abasto, um dos maiores da cidade.  Hoje, numa de suas 12 salas, vi o novo filme do Santiago Mitre, “La Cordillera”, com Ricardo Darín no papel de Hernán Blanco, hipotético presidente da Argentina, vivendo momentos críticos nos âmbitos político e familiar, durante uma cúpula latino-americana em Valle Nevado (‘ski resort’ perto de Santiago do Chile, na Cordilheira do Andes - daí o nome original do filme).  Não vou contar o filme, mas preste atenção às referências a Lula e à Petrobras, à manipulação corruptora dos ianques na região e à corruptibilidade das autoridades latino-americanas.

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