domingo, maio 22, 2016

A Temeridade deste Sinistério e o Estado de Sitio

Para denunciar ao mundo o golpe de estado que está em curso no Brasil, vamos mostrar a camarilha do golpe, apontando um por um de seus integrantes.  Hoje bastarão algumas palavras sobre o Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, o general gaúcho Sérgio Westphalen Etchegoyen.
Conforme a Wikipédia, sobre o relatório da Comissão Nacional da Verdade, o primeiro militar da ativa a criticá-lo abertamente, chamando-o de ‘patético e leviano’, foi exatamente esse ministro. O nome de seu pai, o também general já falecido, Leo Guedes Etchegoyen, foi incluído entre os 377 nomes dos acusados por violações de direitos humanos na lista formulada pela comissão. Por discordar da inclusão de seu nome, a família do general Leo Etchegoyen passou a estudar formas de contestar na justiça o conteúdo do relatório. Consta também da mesma lista o nome do tio do ministro, irmão do general Leo Guedes Etchegoyen, o coronel Cyro Guedes Etchegoyen, autoridade do CIE responsável pela Casa da Morte, em Petrópolis, Chefe da seção de contrainformações do Centro de Informações do Exército (CIE) de 1971 a 1974. Nota da Comissão Nacional da Verdade sobre o questionamento da família Etchegoyen foi publicada pela imprensa. Menciona a relação entre Leo Etchegoyen e Dan Mitrione. Seu nome foi incluído com base nas apurações da Comissão do Rio Grande do Sul. Uma das testemunhas que apontou o nome do General foi o ex-militar Melquisedec Abrão Lopes Medeiros. A Comissão foi informada de que ao assumir a chefia da Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul, Leo Guedes Etchegoyen contou com o trabalho de Dan Mitrione, notório especialista norte-americano em métodos de tortura, conhecido como "El Maestro de La Tortura".
O Sul21 e o Mário Magalhães também trazem informações sobre o general encarregado de conter a previsível reação ao golpe. Precisa dizer mais alguma coisa? Ficou clara a natureza do golpe?

O filme acima é “Estado de Sítio” (État de Siège, 1972) do grego Costa-Gavras, diretor também das joias “Z” (1969), “A Confissão” (1970), “Sessão Especial de Justiça” (1975) e “Desaparecido – Um Grande Mistério” (1982).  Não são blockbusters para coxinhas trouxinhas, mas recomendo todos eles. “Sessão Especial de Justiça” lembra bem o nosso acovardado STF, por sinal.

Um comentário:

Roberto S. Chiandotti disse...

Todos eles formam um semestre de cine-cultura. Creditos que podem ser aprovados nos curso de pos-graduação. A gente chegou até o CINE4. uau!

Mídia golpista hoje

Domingo é dia de folhear os jornalões e tentar entender o que a máfia dos barões da mídia está querendo que a gente acredite. O Globo, en...