Golpe de Estado no Brasil em 2016

Os jornalões de hoje não disfarçam sua torcida para que o PMDB desembarque do governo, e a oposição alcance o número de votos necessários para aprovação do impeachment.
A comissão do impeachment tem 4 deputados processados (Nilson Leitão/PSDB, Benito Gama/PTB, Flaviano Melo/PMDB e Delegado Éder Mauro/PSD) e 11 investigados (Jair Bolsonaro/PP, Jerônimo Goergen/PP, Luis Carlos Heinze/PP, Valdir Rossoni/PSDB, Shéridan/PSDB, Alex Manente/PPS, Lelo Coimbra/PMDB, Kaio Maniçoba/PHS, Danilo Fortes/PSB, Pastor Marco Feliciano/PSC e Paulo Pereira da Silva/SD) pelo STF.  Dos já citados, 7 receberam doações das empresas da Lava Jato: Nilson Leitão, Benito Gama, Jerônimo Goergen, Alex Manente, Danilo Forte, Pastor Marco Feliciano e Paulo Pereira da Silva, o “Paulinho Pelego da Farça Çindical”.  Outros da comissão que também receberam doações: Bruno Covas/PSDB, Eduardo Bolsonaro/PSC e Paulo Maluf/PP, procurado pela Interpol.  Ou seja, uma comissão de moralistas sem moral, chefiados por Eduardo Cunha/PMDB, vai julgar a presidenta legitimamente eleita que não cometeu nenhum crime.
A maior novidade da semana foi a divulgação de planilhas da Odebrecht que listam nomes de mais de 300 políticos de 24 partidos e valores que eles receberam, incluindo Eduardo Cunha, Celso Russomanno, José Serra, Geraldo Alckmin, Aécio Neves e um tal de “Mineirinho” (quem será?).  Como há muitos nomes de golpistas, Moro colocou a lista sob sigilo para envia-la ao STF.  O esquema da Odebrecht funcionava pelo menos desde o governo Sarney, como demonstram papéis apreendidos pela Lava Jato e datados de 1988. Isto prova que o financiamento privado a campanhas eleitorais, aprovado pelo Congresso, declarado inconstitucional pelo STF e vetado por Dilma, foi a maior fonte de corrupção que já existiu no país.  Por outro lado, também fica muito claro que a Operação Lava Jato, inspirada pela Operação Mãos Limpas, que houve na Itália entre 1992 e 1996, também é um desastre político e econômico, porque foi concebida apenas como um meio espetacular para a finalidade política da tomada do poder por vias não democráticas (ou seja, via golpe jurídico e midiático).
O destaque da semana fica para a capa da revista Veja, libelo dos golpistas, segundo a qual Lula teria plano secreto para evitar prisão ao pedir asilo político à Itália, o que em menos de 24 horas foi desmentido pela embaixada italiana.  Claro, isto não é novidade, já que esse folhetim sempre mentiu, por ter trocado o jornalismo pela militância ideológica e política.

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