Ettore Scola

Hoje o cinema perdeu aos 84 anos de idade um de seus maiores mestres: o italiano Ettore Scola.  Ele dirigiu filmes maravilhosos como
"Nós Que Nos Amávamos Tanto" (C'eravamo tanto amati, 1974),
"Feios, Sujos e Malvados" (Brutti, Sporchi e Cattivi, 1976), e especialmente os meus preferidos:
"Um Dia Muito Especial" (Una Giornata Particolare, 1977), com Sophia Loren e Marcelo Mastroianni no papel de dois vizinhos, uma dona de casa resignada e um jornalista perseguido, que se conhecem no dia em que Hitler visitou a Itália fascista em 1938; e
"O Baile" (Le Bal, 1983), que conta 50 anos da história da Europa em um salão de baile na França, sempre com as mesmas personagens sem um diálogo sequer.
Scola não ganhou nenhum Oscar, principalmente por ser italiano, mas também por ter feito um cinema de autor, de altíssima qualidade, muito acima da média do cinema ianque.

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