O rebaixamento e os derrotados

Ontem a agência de classificação de crédito Standard & Poor’s rebaixou a nota de risco do Brasil de BBB (menor grau de investimento) para BB (sem grau de investimento).  Era o que faltava para a oposição de direita e a mídia sonegadora festejarem o “fim” do governo Dilma.  A CBN, a rádio que troca a notícia, a TV, os jornais e todos os veículos da Globo destacam festivamente o fato como se fosse o acontecimento do século, só menor que eventual queda da presidenta, queda pela qual a mídia golpista trabalha intensamente desde sua reeleição.
Mas vale a pena entender o que é essa agência e sua credibilidade.  Para tanto, bastam algumas consultas em sites da mídia, tanto da golpista como da independente.  A seguir, alguns exemplos.
Em 2011, o Estadão pensava diferente – veja seu mimimi quando Patópolis (ou Gothan City) foi rebaixada: “Standard & Poor’s não tem o direito de rebaixar os EUA”.  Essa mesma agência já rebaixou a França, além de Áustria, Espanha, Itália, Portugal, Malta, Eslovênia, Eslováquia e Chipre. Felizmente o mundo não acabou por isto, mas segundo a nossa mídia golpista e seus coxinhas amestrados é o fim do mundo para o Brasil ou, pelo menos, a senha para o golpe.
A agência marota é parceira da mídia faz tempo, como demonstrou a Carta Maior em 2013: “A Standard & Poor’s endossa a mídia, que retribui”.
Recentemente, em fevereiro, a própria Vênus Platinada estampou que “Standard & Poor’s pagará multa de US$ 1,37 bi por seu papel em crise”, referindo-se à punição da agência que não tem credibilidade por sua atuação na crise financeira de 2008, quando manteve a nota de risco A do banco de investimento Lehman Brothers até o momento de sua quebra, enganando muita gente.
Conclusão: é muito barulho por nada. E Lula tem toda a razão quando disse que o “rebaixamento do Brasil” não significa nada.  Completo: é mais um factoide que os derrotados nas urnas usam para convencer os mal informados de que o golpe à democracia é necessário ao Brasil. 

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