O Mundo de Apu

Apu é um ex-aluno desempregado que sonha em se tornar um escritor.  Um antigo amigo dos tempos de faculdade lhe promete um emprego.  Apu não aceita o emprego de imediato, mas aceita um convite para ir a um casamento na família do amigo, em uma aldeia do interior do país.  Isso muda a sua vida, já que descobrem que o noivo é louco e a família da noiva desiste do casamento.  Para resolver a situação, o amigo propõe que Apu tome o lugar do noivo.  Depois de uma recusa inicial, Apu pensa um pouco e, com pena da noiva, resolve aceitar desde que o amigo também lhe arrume aquele emprego prometido.  Apu leva a noiva, acostumada a certo luxo, para seu humilde apartamento em Calcutá.
Bem, não vou contar todo o filme.  O que posso contar é que impressiona a singeleza do cinema de Satyajit Ray.  Ele influenciou grandes diretores, como Martin Scorsese e Wes Anderson. O genial diretor japonês Akira Kurosawa tinha toda razão quando disse que “não ver o cinema de Ray significa existir no mundo sem ver o sol ou a lua”.  O cinema de Ray é literatura, poesia.  Com todo respeito, se você for daqueles que têm déficit de atenção e cultura, comuns aos consumidores de blockbusters, faça um favor a si mesmo e ao Cinema: não assista à Trilogia de Apu: Pather Panchali (“A Canção da Estrada”, 1955), Aparajito (“O Invencível”, 1956) e Apur Sansar (“O Mundo de Apu”, 1959).

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