domingo, março 29, 2015

Máfia da mídia sonega e manipula; inclusive informações

Em “1984”, que foi escrito em 1948, George Orwell diz que “a invenção da imprensa tornou mais fácil manipular a opinião pública, processo que o cinema e o rádio levaram além”.  A mídia, isto é, o quarto poder é um instrumento para vender produtos, serviços e, principalmente, ideias.  Ao contrário do que alguns veículos dissimulados apregoam, a imprensa não é e nunca foi isenta, plural, apartidária e independente.  A mídia, que é possuída e feita por pessoas, naturalmente tem um lado.  E infelizmente este é o lado do capital, do rico, do poderoso, da direita.  Isto é facilmente constatado ao se ler o editorial de nossos jornalões, seja Folha, Estadão ou O Globo.  Por ter um lado claro, o jornalismo muitas vezes sonega e manipula informações.  Veríssimo disse que “às vezes a única coisa verdadeira num jornal é a data".  Se formos verificar, até a data pode ser falsa.   Mark Twain disse que “os anúncios publicitários contêm as únicas verdades confiáveis em um jornal”.  Chegou mais perto da realidade, se não considerarmos que os anunciantes mentem sutilmente para vender seus produtos e serviços.
Há muitas frases famosas sobre jornalismo, imprensa, mídia, jornais etc.
Mark Twain também disse que “se você não lê jornal, você é desinformado. Se você ler, então você é mal informado”.  E que “um jornal não existe para relatar a notícia como ela é, mas para fazer as pessoas loucas o suficiente para fazer algo sobre ela”.
Thomas Jefferson disse que “o homem que nada lê é mais informado do que o homem que não lê nada além de jornais”. E que “não pega um único jornal, nem lê um em um mês, e se sente infinitamente mais feliz por isso”. Que “daquilo que não é verdade, você vai sempre encontrar em abundância nos jornais”. Que “não se pode acreditar em nada que é visto em um jornal. A própria verdade torna-se suspeita ao ser posta em tal veículo poluído”.
Malcolm X disse que “se você não for cuidadoso, os jornais farão você odiar os oprimidos e amar os opressores”.
Lemony Snicket disse que “só porque algo é impresso, seja num cartão de visita, num jornal ou num livro, isso não significa que seja verdadeiro”.
William Faulkner disse que “a melhor ficção é muito mais verdadeira do que qualquer jornalismo”.
Charles Baudelaire disse que “era incapaz de compreender como um homem de honra poderia tomar um jornal nas mãos, sem um estremecimento de nojo”.
Jerry Seinfeld disse que “é incrível como a quantidade de notícias que acontece no mundo todos os dias sempre se encaixa exatamente num jornal”.
Christopher Hirtchens disse que “se tornou um jornalista, porque não queria depender de jornais para informação”.
Napoleão Bonaparte disse que “quatro jornais hostis são mais temíveis do que mil baionetas”.
H.L. Mencken disse que “um jornal é um dispositivo para fazer o ignorante mais ignorante e o louco mais louco”.
Gwendolyn Brooks disse que “uma das razões por que os gatos são mais felizes do que as pessoas é que eles não têm jornais”.
Ben Hecht disse que “tentar determinar o que está acontecendo no mundo pela leitura de jornais é como tentar contar o tempo apenas observando o ponteiro dos segundos de um relógio”.
Nevil Shute disse que “estava feliz por não ter jornais em um dado momento, e que estava muito melhor sem eles”.
Segundo Millôr, “a imprensa brasileira sempre foi canalha”. Ele acreditava que se a imprensa brasileira fosse um pouco melhor poderia ter uma influência realmente maravilhosa sobre o país. Achava que uma das grandes culpadas das condições do país, mais do que as forças que o dominam politicamente, é nossa imprensa. E repetia que, apesar de toda a evolução, nossa imprensa é lamentavelmente ruim. E não queria falar da televisão, que já nasceu pusilânime.
Mas a minha citação preferida é esta: “uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta vai produzir com o tempo um povo tão vil como ela mesma”, de Joseph Pulitzer.
Esta semana a Reuters Brasil ilustrou bem que não somos paranoicos quando afirmamos que a mídia no Brasil é composta por uma dúzia de famiglias que sonegam e manipulam.  Veja, com o perdão da palavra, até que ponto essa máfia pode chegar: Nota da Reuters abafando menção ao governo FHC na Lava Jato vira piada na rede.
A ideia aqui não é estimular ninguém a deixar de ler jornais, mas, ao contrário, lê-los com senso crítico, conhecendo os jornalistas, seus credos políticos, filosóficos e até religiosos, e seus interesses ou os interesses que eles representam.
Graças à Internet, podemos lembrar, citando Deuteronômio 29, que as pessoas em geral não têm um coração para entender, nem olhos para ver, nem ouvidos para ouvir, até ao dia de hoje.  Por isso, em vez de citar os jornalões e as revistas semanais, hoje ficaremos com o Manchetômetro.

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