Je ne suis pas Charlie


Sempre me disseram para respeitar a opinião dos outros.  Respondia que prefiro respeitar os outros, e não necessariamente suas opiniões. Quando se trata de conversa casual, sem temas polêmicos de filosofia, política e religião, quando muitas vezes o interlocutor apenas acha isso ou aquilo, tudo bem. Mas quando o interlocutor não tolera discordância, ou se trata de fé, aí o assunto fica complicado. As pessoas ficam mais ofendidas quando suas crenças são agredidas do que quando elas próprias são vítimas. Ofender ideias é pior do que ofender pessoas.  Todos deveríamos ter direito à discordância e à liberdade de expressão.  Mas usar este direito com cautela é sabedoria, e não covardia. Se discordar, tente torcer e festejar um gol do seu time no meio da torcida adversária.
Usar a midia para zombar, debochar, humilhar e ofender não é civilizado.  Fazer isto em nome do humor é selvageria. Engraçado é quando todos riem e ninguém fica ofendido. Em muitos paises, a islamofobia não apenas é tolerada, como também incentivada. Para exemplos, basta abrir um jornal, ligar a TV ou ver um filme. Pode-se desrespeitar todas as religiões, exceto o judaísmo.  Isto seria tachado de antissemitismo sob o ponto de vista ultraconservador, ou até mesmo de nazismo sob um ponto de vista ignorante, desinformado ou mal informado.  Por que será? Seria sionista a mídia?

Nota: como estou em um país de língua espanhola, usando o desktop do hotel, este post não seria legível sem a tabela de códigos ASCII.

Comentários

Se fosse o Figueiredo, ele diria que prende e arrebenta quem não for Chalie.