Mídia engajada não ouve também a outra parte

Ei, ei, você se lembra dos meus editoriais? Continuam os mesmos.  Mas a nossa aparência, quanta diferença! Estamos cada vez mais parecidos com aquela revista de fofocas da imprensa rosa.
A Folha continua dando uma no cravo e outra na ferradura, dissimulada como sempre. Praticamente a única coisa que presta nesse pasquim que apoiou a ditadura é a coluna do Janio de Freitas, um verdadeiro oásis nesse deserto de canalhice que é a mídia brasileira.
O Estadão está cada vez pior, com seus editoriais que mais parecem a homepage do tucanato.  Claramente ainda está inconformado com o resultado das eleições, assim como as revistas VejaQueNojo e QuantoÉ-dependente, além da Rádio Jovem Pan AM, apenas para citar alguns dos mais fervorosos adeptos da cruzada contra o PT, Lula e Dilma.
O húngaro-americano Joseph Pulitzer foi um verdadeiro profeta quando afirmou que, com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma. Formar uma opinião, escolher um lado e descer do muro, ao contrário do pensa a mediocridade, está muito longe de radicalismo ou de extremismo.  A mídia também tem esse direito, mas não pode se transformar em libelo acusatório e difamatório, desprezando o princípio do contraditório e da ampla defesa.  É um direito do consumidor que a opinião esteja separada da informação.  Isto é, a mídia, se quisesse, bem que podia tentar ser um pouquinho isenta, plural, independente e apartidária.
A boa nova é que cada vez mais as pessoas estão deixando de lado a velha mídia formada por rádio, TV, revistas e jornais, que está concentrada nas mãos de uma dúzia de famiglias, para buscar alternativas na Internet.  Continuarei então a sugerir algumas opções para leitura e reflexão, dessa vez com bastante bom humor:

Seja Dita Verdade

Desespero da Veja

Limpinho & Cheiroso

Hariovaldo Almeida Prado

Ficha Corrida

Desculpe a nossa fAlha

Tia Carmela

E, para terminar, eis o melhor momento da televisão brasileira:










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