Após 50 anos ainda restam muitas viúvas das trevas




O melhor do pasquim dos Frias hoje, como no ano todo, é a coluna do Janio de Freitas, ‘Curiosidades a jato’, comentando a relatividade da corrupção, repercutida pelo Brasil247.  Imperdível. 
A página de Opinião do Estadão mais parece a Home do PSDB, com editoriais criticando Lula, Haddad e o PAC.  Nenhuma novidade.

O Globo, que está cada vez mais parecido com a revista Época e ambos com a Caras, ao contrário do Estadão, tem em sua página de Opinião a coluna digna da Dorrit Harazin sugerindo ‘Chega de eufemismos’ ao comentar sobre os relatórios da Comissão Nacional da Verdade e da Comissão de Inteligência do Senado dos EUA, e as “técnicas de interrogatório avançadas”, o “conjunto de procedimentos alternativos” ou, mais sinceramente, “métodos repugnantes”.  As colunas de José Miguel Wisnik e de Arnaldo Bloch também comentam a prática da tortura como política de Estado tanto no Brasil como nos Estados Unidos.

O panfleto da famiglia Civita continua em sua cruzada político-ideológica contra o PT, Lula e Dilma, com colunistas hidrófobos como Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes, Rodrigo Constantino e outros.  O outro libelo, a QuantoÉ dependente, segue a mesma linha após a guinada à direita com a saída do Paulo Moreira Leite (hoje no Brasil247).

O melhor da semana foi a apresentação do relatório final da Comissão Nacional da Verdade.   O Globo, cria do regime militar-terrorista, repercutiu.  A BBC também comentou sobre os regimes fascistas sul-americanos, apoiados pelos Estados Unidos, destacando que ‘as feridas continuam abertas’ no Cone Sul.  Por outro lado, Jair Bolsonaro diz que o relatório da CNV é ‘revanchista e calunioso, e tem como objetivo atacar as Forças Armadas’.

O pior da semana, a propósito, foi o discurso do Jair Bolsonaro (deputado federal mais votado do PP-RJ, Partido ‘Progressista’) que, em sessão plenária do Conselho de Ética da Câmara, disse que não estupraria a colega Maria do Rosário (PT-RS) porque ela não merecia ser estuprada – por ser muito feia, complementou depois. Aí cabe a pergunta: ela mereceria ser estuprada se fosse bonita? O maior problema não é a manifestação livre dele.  Ele fala em nome de seu público, os animais que o curtem e compartilham. É inacreditável o número de walking dead que nas redes sociais defende este filhote da ditadura, representante do que há de pior na direita brasileira. Este é o maior e mais preocupante problema: o renascimento do nazifascismo. Fica a seguinte pergunta: a mãe ou a filha de quem o apoia e elege merece ser estuprada? Que me perdoem os besouros, mas seu alimento, Jair Bolsonaro, precisa ser cassado urgentemente.

Para o alienado que não conhece o animal da direita, veja como ele apoiou o playboy:


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