domingo, outubro 12, 2014

Leitura de domingo

A Folha continua dissimulada.  Morde e assopra. Dá uma no cravo e outra na ferradura.  Mas o pasquim da famiglia Frias, que apoiou logística e ideologicamente a ditadura, a qual chamava carinhosamente de ‘ditabranda’, não engana mais ninguém; espero.  Hoje a manchete principal é: ‘Choque de gestão’ de Aécio em MG teve efeito limitado.  Fica em cima do muro com a Mônica Bergamo: antipetismo causa separação (‘divórcio ideológico amigável’) de dupla de Fernando Meirelles.  Repare que o título não cita o nome do fotógrafo uruguaio César Charlone, incomodado com o ódio de classe surgido das sombras contra o PT.  O que salva a edição é, como sempre, a coluna do Janio de Freitas, mostrando o que é a ‘elite financeira’ e o sobe e desce da Bolsa: uma eleição de muitos.
O Estadão, pasquim da famiglia Mesquita, destaca que ‘Dilma prepara novo pacote de tributos para agradar a empresários’ e que ‘Aécio aceita parte das bandeiras de Marina’, deixando a redução da maioridade penal de fora e recebendo carta de apoio da viúva de Campos.  O Estadão, como toda a mídia golpista, escolhe o que, como e quando informar ou não.  Retiraram até do Internet Archive a matéria encomendada pelo Zé Bolinha Çerra em que insinuaram o hábito de aspiração do playboy AE5, intitulado “Pó pará, governador?”.
O Globo, mais serelepe que a Cantanhede (da Folha e do PSDB), diz que ‘Aécio espera ter hoje o apoio de Marina’, e que ‘Dilma quebra promessa e ataca tucano’ ao lembrar mensalão tucano, caso Alstom em SP (trensalão) e que vazamento seletivo de caso Petrobras é eleitoreiro.  E aí continuam os mesmos os ‘calunistas’ Merval Pereira, Ricardo Noblat e Míriam Leitão, entre outros.  Ou seja, a organização da famiglia Marinho continua manipulando você.
A revista Época, imprensa rosa da Globo, é só material de campanha do AE5, com o candidato da direita na capa dizendo cinicamente que ‘o governo dele será o governo dos pobres’ e que ‘não se sente obrigado a disputar um segundo mandato’.  A propósito, a reeleição foi comprada pelo PSDB, lembra?  
Mais serelepe que O Globo e a Cantanhede está a Veja, folhetim da famiglia Civita.  E, como o Facebook, fedorenta também, com seu ‘caminho aberto para Aécio, o fator surpresa que ganhou mais 30 milhões de votos de um dia para outro’!
A IstoÉ, que virou totalmente à direita, estampa que a ‘campanha de Dilma (está) sob suspeita’ e despudoradamente ‘mostra que o tucano abriu 17 pontos sobre Dilma’ em pesquisa do Instituto Sensus.  Cabe lembrar que Sensus/IstoÉ é empresa de Clésio de Andrade, ex-vice de Aécio, e réu no mensalão tucano.
A única revista semanal que se salva ainda é a CartaCapital, que faz a síntese do momento: ‘estão em disputa dois projetos opostos de Brasil, o futuro versus o passado’.  Outros destaques são: ‘Erundina: apoio a Aécio é vexatório’ e ‘Sururu no ninho tucano’.  A exemplo da França, parece que o Brasil também descamba para a direita.  Tomara que não.
Como disse Malcolm X: “A imprensa é tão poderosa no seu papel de construção de imagem que pode fazer um criminoso parecer que ele é a vítima e fazer a vítima parecer que ela é o criminoso. Esta é a imprensa, uma imprensa irresponsável. Se você não for cuidadoso, os jornais terão você odiando as pessoas que estão sendo oprimidas e amando as pessoas que estão fazendo a opressão.” E vale complementar com Joseph Pulitzer: “Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”.
Não é um blog, mas é meu destaque hoje o media watch website Observatório da Imprensa, porque com ele ‘você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito’.

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