Leitura de domingo

Agora falta um mês para o primeiro turno.  E mais quatro capas da revista Veja.  O pasquim sionista da famiglia Civita continua em sua cruzada contra o PT, Lula e Dilma.  A capa desta semana se delicia com vazamentos seletivos do depoimento do ex-diretor da Petrobras à Polícia Federal, Paulo Roberto Costa.  Ele citou governadores (Sergio Cabral, Roseana Sarney e Eduardo Campos), ministro de Minas e Energia (Edison Lobão) e parlamentares (Renan Calheiros e outros).  Essa também foi a pauta dos jornalões, mas sem o partidarismo apaixonado do folhetim da Abril.  O procedimento normal é a polícia investigar, o ministério público acusar e a justiça julgar.  Mas a revista do grupo racista Naspers faz tudo isto ao mesmo tempo.  Escolhe o que vai ‘informar’, como vai fazê-lo e QUANDO, isto é, às vésperas das eleições.  Falta isenção, independência, apartidarismo e pluralismo.  Ou seja, não é jornalismo.  É pura e simplesmente militância política, partidária, eleitoral.
A Folha tem destaques interessantes: a opção dos eleitores de direita à Marina, a admissão de falha e descuido de Aécio com Minas Gerais, o patrocínio do Itaú ao instituto de Marina, e as empreiteiras sendo alvo da PF nas investigações sobre a Petrobras.  A colunista tucana Cantanhêde tem esperanças de que seu candidato Aécio se recupere mediante as providenciais denúncias engendradas para serem balas de prata.  O que salva a edição novamente é a coluna do Janio de Freitas, segundo a qual as hipóteses estão abertas quanto ao resultado da eleição.
O Estadão, eleitor de Aécio, estampa: PT avalia que a denúncia contra aliados põe Dilma na defensiva.  A presidenta espera dados ‘oficiais’ para tomar providências. Enquanto isto Aécio oportunamente chama as denúncias de propina na Petrobras de ‘mensalão 2’.  Já Marina, em defesa de Eduardo Campos, diz que não quer vê-lo morrer duas vezes.
O Globo, também eleitor de Aécio, mostra que a delação poderá até livrar de cadeia ex-diretor da Petrobras, quando o STF homologar acordo com o ministério público.  Mensalões anteriores não inibiram os políticos e a corrupção continua por causa, principalmente, de interesses privados e fragilidade das instituições. Está certo.  Só faltou deixar claro que a corrupção é um problema da sociedade, e não exclusivo de nenhum dos poderes do Estado – se bem que o nosso Judiciário é o pior deles.
A revista Época, da Globo, imprensa rosa, destaca a força dos evangélicos e o processo por improbidade a que responde Fábio Vaz, o marido da Marina Silva.  Interessante também é destaque ao movimento Marimar, unificação dos eleitores de Marina e de Marconi Perillo, candidato a reeleição em Goiás pelo PSDB.  Como bem lembramos, Perillo é sócio ou ex-sócio do bicheiro que pauta ou pautava a revista Veja, Carlinhos Cachoeira.  O movimento também ficou conhecido como Mariconi!
A IstoÉ, bastante tucana desta vez, destaca a ofensiva ou cartada de Aécio (plano para virar o jogo e chegar ao segundo turno), a Propinobras (esquema criminoso de PT e aliados na Petrobras) e a busca dos indecisos (na campanha que continua aberta).  E lembra que Maluf, a exemplo da Soninha, foi barrado na Ficha Limpa, além de ser chamado de “Sr. Propina” pela Transparência Internacional.
A CartaCapital destaca o programa de caridade Criança Esperança, a “Bolsa Globo”, uma contradição da organização que hipnotiza o brasileiro, opositora ferrenha dos programas sociais do governo.  Outro destaque interessante é a pergunta afinal, quem são os evangélicos?
Como se vê, a mídia ainda não desistiu de seu candidato, o tucano Aécio Neves.  E o plano B da mídia, dos conservadores e dos especuladores é Marina, para a eventualidade do senador playboy não emplacar sua bolsa de denúncias e suas balas de prata.
O blog recomendado hoje é o do Balaio do Kotscho

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