Leitura de domingo

Nada de novo no front. Ou quase nada. O pasquim reacionário estampa a contadora do doleiro que lavava dinheiro para empreiteiras e o repassava a políticos.  Destaca também a “fraude da CPI” que a oposição boicotou.  Enfim, continua em plena campanha, como sempre, e como lembra o Observatório da Imprensa, na seção Leituras de ‘Veja’.
Segundo a Folha, pautada pela Veja, o doleiro preso desde março na Operação Lava Jato agora ameaça com delação premiada. O jornalão que apoiou a ditadura também mostra que cresceram as doações dos empresários aos candidatos, que o candidato da direita arrecadou mais do que a Dilma, e que o PMDB lidera a arrecadação com praticamente 52 milhões entre os 20 principais financiadores do país.  Isto mostra que, além da mídia, os empresários apostam contra Dilma.  Quem salva a edição novamente é o Jânio de Freitas, com seu comentário sobre os túneis entre Gaza e Israel, contrariando a vocação sionista não apenas da Folha como também do Estadão e de toda a grande mídia, não apenas brasileira, mas mundial.
O Estadão, também pautado pela Veja, tem a cara-de-pau de afirmar que Israel teve alto número de soldados mortos! A perda de vidas entre os israelenses foi de 64 soldados e 3 civis.  E 1935 palestinos, 1408 civis, 235 mulheres e 452 crianças.   A desproporção de praticamente 30 contra 1 ainda é chamada de guerra pela mídia sionista, quando não passa de um massacre.
A revista IstoÉ destaca o vírus Ebola, o uso das CPI como arma eleitoral, e encanta os coxinhas ao destacar a boa vida em Miami, a nova praia dos sacoleiros.
A revista Época, imprensa rosa, anuncia marotamente em manchete que na corrida eleitoral Aécio dispara e emparelha com Dilma, mas o texto se refere à arrecadação, a exemplo do que destacou a Folha.  E destaca também a importância do Twitter hoje em dia.
O jornal O Globo destaca mais a descoberta do Ministério da Saúde de fraudes com medicamentos em 23 capitais do que a ordem de Dilma para apurar mudanças em perfis de jornalistas.  Ou seja, a fofoca da semana, que foi a alteração dos perfis dos parajornalistas Sardenberg e Miriam Leitão na Wikipédia, em máquinas conectadas à rede do Palácio do Planalto, talvez por aloprados, é café pequeno na guerra eleitoral.
Novamente a revista CartaCapital salva a semana ao perguntar por que a dívida da Globo não é manchete de jornal.
Lendo na varanda

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