Gravidade

Gravidade é um filme de ficção científica com um pouco de drama e certo suspense, dirigido pelo mexicano Alfonso Cuarón com roteiro dele próprio e do filho Jonás com participação de George Clooney.  Clooney interpreta o veterano astronauta Matt Kowalsky no comando de seu último voo antes de se aposentar.  A principal personagem é a doutora Ryan Stone (Sandra Bullock), brilhante engenheira e médica, em sua primeira missão espacial, que é consertar o telescópio Hubble.
As imagens da Terra vista do espaço são espetaculares.  Cuarón, mais do que sempre, move alucinadamente suas câmeras em diversos ângulos e com tomadas contínuas, longas e misturadas digitalmente.  É um filme relativamente barato, com praticamente apenas dois atores, e quase inteiramente baseado em computação gráfica.
O suspense começa quando a missão é abortada devido à iminente colisão dos destroços de um satélite abatido por um míssil russo, que resulta na destruição da nave.  Ryan e Matt, como únicos sobreviventes, tentam chegar a uma nave russa para poderem retornar à Terra.
O drama fica por conta do passado de Ryan, que perdeu uma filha e agora tenta sobreviver, com a ajuda do experiente e espirituoso colega, Matt.
O roteiro não justifica nenhuma comparação a “2001 – Uma Odisseia no Espaço (2001: A Space Odyssey, 1968) do Stanley Kubrick. Mas tecnicamente é quase perfeito, exceto por pequenos deslizes que não comprometem o resultado. E, sem dúvida, é muito melhor do que o filme que, segundo “conspiradores”, foi dirigido por ele no ano seguinte mostrando o “primeiro pouso do homem na Lua”. Claro, duvidar desse “pequeno passo para o homem e grande salto para a humanidade” é praticamente um sacrilégio para quem acredita piamente no quarto poder (a mídia manipuladora e golpista). Sobre a alunissagem, pessoalmente prefiro “Viagem à Lua” (Le voyage dans la lune, 1902) do Georges Méliès.

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