Veja e Época: Jornalismo Wando

O jornalismo de nossas revistas semanais é completamente previsível. Toda semana é igual: Veja e Época de um lado, o lado da direita; e CartaCapital e IstoÉ, do outro lado, o lado do centro - ou às vezes, da centro-esquerda.  Basta examinar as capas, que antecipam as matérias principais.
Esta semana está particularmente interessante.  IstoÉ afirma que os governadores tucanos já sabiam, ou seja, foram alertados sobre as irregularidades no metrô e nos trens.  Veja, cinicamente, mente mais uma vez ao dizer que há indícios mas não provas do trensalão tucano.  Aí, de repente, Época sai para vingar a direita cambaleante com uma matéria feita às pressas pelo mesmo parajornalista que caluniou Erenice Guerra na Veja, alegando que houve propina na Petrobrás para o PMDB e a campanha da Dilma.
Novamente, fica bem claro o engajamento da mídia, principalmente às vésperas das eleições.  A direita está desesperada porque tem certeza de mais uma derrota nas eleições do ano que vem.  Dilma pode vencer já no primeiro turno.  A oposição, nau sem rumo, está sem opções.  Aébrio Never, o cambaleante playboy que é senador por Minas Gerais mas vive nas baladas do Rio de Janeiro, não tem chance, já que é boicotado por seu amigo Zé Chirico Çerra, o nosso vampiro paulista.  Joaquim Batman, o herói dos coxinhas do Faceboook e do Twitter, terá a cara de pau de sair candidato depois de dizer que o Brasil só tem partidos de mentirinha? E a Blablarina, que se converteu ao fundamentalismo pentecostal e virou amiga dos pastores Feliciano e Malafaia, ainda não conseguiu emplacar seu partido, embora seja a preferida dos reacionários metidos a bacanas.
Além das revistas, os jornalões Estado e Folha continuam fingindo-se de apartidários, independentes, isentos e plurais.  O mesmo se passa com as rádios, como a Jovem Pan AM, a Estadão e a CBN.  A TV aberta é um lixo completo - a exceção é a Cultura, que está sendo destruída pelo PSDB paulista. Conclusão: o quinto poder tem opção preferencial pelos ricos e tem apenas um objetivo: fazer o papel da oposição e manipular o povo.  Mas, será que ainda há quem acredite em nossa mídia golpista, torpe e indecente?


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