Santiago

Santiago, capital e maior cidade do Chile, situa-se no vale central ao lado da Cordilheira dos Andes. Tem cerca de seis milhões de habitantes, considerando a região metropolitana, mas é a terceira capital latino-americana com melhor qualidade de vida.  Chamam a atenção suas extensas avenidas, algumas com pedágio eletrônico (sem parada) e particularmente o túnel sob o rio Mapocho. Por outro lado as muitas praças fazem da cidade um enorme parque, com muita vegetação e jardins bem cuidados. Em algumas horas de caminhada e com pouco dinheiro no bolso é possível conhecer os principais pontos de atração turística.

A partir do aeroporto, com 6 reais ou 2,5 dólares pode-se pegar um ônibus até a estação de metrô Pajaritos.  De lá, com 3 reais ou 1,3 dólares (dependendo do horário), pode ir até a estação Santa Lúcia.  Além do Arquivo e da Biblioteca nacionais, o mais importante é conhecer o Cerro Santa Lúcia, onde foi fundada a cidade em 1541 por Pedro de Valdívia e de onde se tem uma vista muito bonita da cidade e da cordilheira – veja a foto.  Dali a quatro quadras está a Plaza de Armas, o atual marco zero da cidade, com a Catedral, o prédio do Correio e o Museu Histórico.  Mais quatro quadras e você pode visitar o Mercado Central.  Lá a comida é ótima, mas cara porque é para turistas.   Para comer, prefira o AquiEstáCoco, no bairro da Providência. Lá em frente está o Cerro de San Cristóbal, que inclui parque zoológico e botânico.  Na volta, conheça o Palácio de la Moneda e a Bolsa, passando por um dos muitos “café com piernas”, que contradizem a cultura conservadora tradicional do país.
Santiago é uma cidade quase duas vezes e meia menor do que São Paulo.  Nos horários de pico, lembra São Paulo quanto aos congestionamentos e a lotação no metrô. No entanto, seu metrô, que é um ano mais novo e também possui cinco linhas, é o maior da América do Sul e segundo da América Latina (atrás do México) com 108 estações e 103 km de extensão.  O nosso possui 64 estações e 74 km de extensão, cuja maior parte foi inaugurada sob os governos conservadores da ARENA (hoje DEM + PSD), do PTB e do PMDB em 20 anos. Nos últimos 19 anos de governo do PSDB foi inaugurada a menor parte, inclusive as linhas de menor bitola e mais lentas.  A expansão do metrô não acompanhou o crescimento da cidade e as estações estão cada vez mais superlotadas.  Coincidentemente, em 2008, no governo Çerra, surgiram as primeiras denúncias do propinoduto tucano, atualmente conhecido por trensalão.

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