O espelho chamado de Facebook


Amanhã (daqui a pouco), após a festa da vitória do Haddad vou tentar não freqüentar mais o Facebook. Isso aqui virou uma espécie de Orkut reloaded. Haverá atualizações, mas oriundas do Twitter (@lcmoura) e do Blogger (http://lcmoura.blogspot.com/). Da mesma forma que comentei há 5 anos atrás (http://lcmoura.blogspot.com.br/2007/08/momento-de-reflexo.html), os momentos de mobilização popular (referendos, plebiscitos, eleições) são divisores de águas. De acordo com Mateus, "...estando dois homens no campo, será levado um e deixado outro; estando duas mulheres a trabalhar no moinho, será levada uma e deixada a outra". E "...vim causar divisão; o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe... os inimigos do homem serão pessoas de sua própria família".
A diferença entre o Facebook e o Twitter é que aqui a gente não escapa de colegas, amigos, parentes e familiares com quem a gente "curte e compartilha" abismos ideológicos. Devo ter decepcionado muita gente e me decepcionei com alguns por motivo de fé. A verdadeira proximidade não está ao lado, mas quase sempre muito distante - bem, nem tanto, em tempos de Internet.
Não há motivo para brigas, ofensas, ressentimentos. Mas o melhor é evitar a dissensão, em nome da tolerância, a uma distância segura.
Por isso há partidos. Dos crédulos. Dos cépticos. Dos conservadores. Dos progressistas. Dos reacionários. Dos inovadores; dos subversores. Dos que se arrastam. Dos que voam. O ideal é buscar o próximo. Nessa acepção.
Não há melhor.  Nem pior.  Há diferenças.
Viver é fazer escolhas!

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