Extermínio

Não, esse título não se refere ao extermínio que o povo impôs recentemente à oposição, derrotando nas urnas vários caciques de direita. Na verdade, aquele é o título em português do filme "28 Days Later...", que o Danny Boyle dirigiu em 2002, depois de "Trainspotting - Sem Limites" (1996) e antes de "Quem Quer Ser um Milionário?" (2008) e o recente "127 Horas" (2010). Pode parecer, mas não é mais um filme de mortos-vivos na praça, apesar do subtítulo "Danny Boyle reinventa o filme de terror de zumbis, que é assustador como o inferno". Na estória, que é uma mistura de ficção científica, suspense e terror, o vírus da raiva se espalha rapidamente (em 28 dias) pela Inglaterra enquanto alguns poucos sobreviventes tentam localizar um santuário onde possam se ver livres das hordas de zumbis furiosamente encolerizados. Sendo britânico, esse filme não tem aqueles efeitos especiais dos blockbusters. Tampouco se vê aquele desfile de armas nas mãos de todo mundo, comum nos filmes americanos, que sempre mostram a tara americana por armas de fogo.
O filme é tão bom que teve uma seqüência, Extermínio 2 (28 Weeks Later), dirigida pelo espanhol Juan Carlos Fresnadillo em 2007, inferior, mas que não fez feio. E, claro, de certa forma, outra seqüência aconteceu aqui no ano passado. Desde então diversos mortos-vivos, eleitoralmente falando, estão vagando por aí, cheios de ódio no coração. É o caso de Arthur Virgílio, Tasso Jereissati, Rita Camata, Marco Maciel, Heráclito Fortes, Efraim Moraes, César Maia e Mão Santa, entre outros. E, sem dúvida, do vampiro Zé Çerra, (com cedilha mesmo, porque é falso), o sempre candidato mais preparado desde criancinha, preferido pela mídia golpista e pelos setores mais reacionários de nosso país.

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