Psicopatas no trabalho

Essa é a manchete de capa da edição de maio da revista “Super Interessante”, da editora Abril.  O assunto não é exatamente novo.  Aliás, ao final do artigo há a referência a obras de 1993 e de 2006 dos pesquisadores Robert Hare e Paul Babiak.  Uma simples consulta no Google lista diversos artigos semelhantes.  Cito alguns deles ao final desse post.  A má notícia é que existe uma probabilidade quatro vezes maior de se encontrar psicopatas nas empresas do que encontrá-los nas ruas.  Nas grandes empresas eles seduzem os entrevistadores e usam as pessoas a fim de obter informações e resultados que os conduzirão a posições estratégicas.  As próprias empresas muitas vezes apresentam uma espécie de transtorno dissociativo de identidade, ou seja, ao menos duas faces: uma imaginária, aquela ideal, dos valores; e a outra, real, prática, composta pelas pessoas.  Na primeira, o colaborador deve ser respeitado porque é objeto de amor e gratidão.  Na segunda, a obsessão por resultados em curto prazo leva à omissão diante de ocorrências de bullying e assédio moral.  Aí se vê toda sorte de espécies corporativas, como o maquiavélico, o vampiro, o narcisista, o manipulador, o perfeccionista, o ditador, o workaholic, o puxa-saco etc. A ocorrência de indivíduos assim dentro das empresas infelizmente é muito mais comum do que se imagina.  Veja a seguir algumas referências:

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