segunda-feira, abril 04, 2011

Semana passada

Já se escreveu bastante sobre a morte de José de Alencar na terça, lamentada até pelos conservadores, que de forma oportunista lembraram que o vice (mais querido de nossa história) sempre criticava os juros vigentes em nossa economia. O PiG só não comparou o histórico das taxas de juros do governo que apoiou (FHC) e do governo que perseguiu (Lula), e que está disponível na página do Banco Central.
Vou-me restringir apenas aos fatos envolvendo os conservadores na segunda-feira (28/03) e na sexta-feira (01/04).
Na segunda, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), "viúva" da ditadura militar, além de expressar livremente (a convite do programa "CQC", da Band) sua opinião, aliás já conhecida, sobre cotas raciais e sobre homossexualismo, cometeu crime de prática de racismo em um meio de comunicação ao responder a uma pergunta da cantora Preta Gil.  Veja o trecho do programa no YouTube. É interessante notar que não houve um improviso, já que as respostas dele foram gravadas com antecedência e o programa, ávido por audiência acima de tudo, optou por mostrar essa "reporcagem". É com programas dessa "qualidade" que o PiG utiliza a concessão pública da comunicação.  É claro que o deputado (e qualquer pessoa) deve ter o direito de expressar livremente seu pensamento e opinião.  A consciência não pode ser criminalizada.  O deputado não pode ser considerado um caso isolado de estupidez pontual.  Ele fala para seu eleitorado, que é uma parcela conservadora, retrógrada e reacionária de nossa sociedade. Acho adequado e oportuno que essa gente (e todas as pessoas) se expresse livremente.  A transparência é ótima. No entanto, a constituição e a lei vigente prevê punição para prática, indução ou incitação de racismo.   E é por isso que também assinei a petição para cassação dele.
A boa nova da semana foi a não comemoração oficial do aniversário de 47 anos da quartelada de 1964, por determinação da presidenta através do ministro da defesa e do comandante do exército.  O golpe militar ocorreu no dia 1º de abril, mas para não ficar ridículo foi apelidado de "revolução de 31 de março". Cabe lembrar que o golpe de estado foi executado pelos militares a mando e a serviço dos conservadores.  Como inteligência militar é uma contradição de termos, é lógico que o golpe foi planejado pela direita com o apoio dos americanos, do PiG, e de uma parcela do patronato, de setores reacionários das igrejas e da classe média manipulada.  Para saber mais a respeito e não terminar o assunto sem falar de cinema, recomendo novamente "Cidadão Boilesen":

 

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