Adeus, timoneiro

Quércia morreu na madrugada de hoje.  Dessa vez é verdade.  Digo isso porque em setembro uma parte do PiG (partido da imprensa/mídia golpista), Folha, UOL e Globo noticiaram a morte dele em mais uma das “reporcagens” e “barrigadas” comuns em nossa mídia oligopólica.  Até hoje, noticiando sua morte, a mídia demotucana destaca os escândalos atribuídos ao ex-governador.  Os jornais e revistas de São Paulo sempre fizeram a cabeça de nossa burguesia, sendo condescendentes com os tucanos e difamando os políticos que ousaram descer do muro.  Particularmente, acho que o Quércia, apesar de seu fisiologismo, fez mais pelo estado em quatro anos do que o PSDB em dezesseis.  Infelizmente, Quércia optou pela aproximação com o DEM e o PSDB nas últimas eleições.   Achei risível sua campanha ao senado ao lado de Aloysio Nunes, à esquerda, embora vira-casaca, e Geraldo Alckmin, o moço da Opus Dei, à direita.  Sua aproximação com a direita resultou que o Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), que o apelidou de “o grande timoneiro”, saiu do PMDB para disputar as eleições por outros partidos enquanto tenta legalizar o Partido Pátria Livre.   De qualquer forma, apesar de seu fisiologismo e consequente opção pela direita, destaco sua luta pela redemocratização do país ao lado das forças progressistas.  Daí meu respeito e meus sinceros pêsames à sua família.

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