A Noite dos Mortos-Vivos

A Noite dos Mortos-Vivos (Night of the Living Dead, George Romero, 1968) é um filme de terror, independente e de baixo custo, que acabou se tornando um dos maiores clássicos do gênero. Nele, um homem morto se levanta, antes de ser enterrado, e ataca os irmãos Barbra e Johnny, que estão depositando flores no túmulo do pai. Ela consegue escapar, refugiando-se na casa sede de uma fazenda. Devido a uma estranha radiação vinda do espaço, os mortos estão voltando a andar! Bem, não vou contar o filme, que consegui ver somente hoje. Durante sua exibição, que tem começo, meio e fim bem delimitados, seqüenciais, sem flashbacks, fiquei me perguntando qual seria o significado daquela horda de zumbis perseguindo as pessoas para literalmente devorá-las. É importante lembrar do momento histórico pelo qual passava os Estados Unidos. Seria uma multidão de comunistas bárbaros a fim de destruir o modo de vida americano? Seria a nova geração, prestes a romper com as sagradas tradições? Seria um levante dos reprimidos, dos grupos marginalizados, dos sem-teto, dos sem-terra, dos pobres, dos negros, dos homossexuais? Seria um ataque de alienígenas? Seriam os japoneses, os chineses, os muçulmanos? Pensando nos dias de hoje, bem que poderiam ser comparados a computadores e usuários zumbis espalhando spam e atacando sites (e outros usuários). Sem dúvida, o violento e apocalíptico filme do Romero critica o patriotismo, a xenofobia, o conservadorismo, a alienação e o papel da mídia. É um filme que está passando agora, se você pensar bem.

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