Adoniran Barbosa, 100 anos

Com todo o mundo lembrando os 100 anos que o Adoniran Barbosa faria hoje, fiquei com vontade de ouvir o meu primeiro disco dele. É um LP estéreo lançado pela EMI-Odeon em 1974. Na contracapa se vê uma esquina com um anúncio assim: "Chops a 200 réis". Era São Paulo no tempo dos bondes, provavelmente quando o João Rubinato chegou à nossa "terra da garoa". Que saudade!
Não está nesse disco, mas das obras dele uma das minhas favoritas é o Samba do Arnesto:
O Arnesto nos convidou pr’um samba, ele mora no Brás
Nóis fumos, não encontremos ninguém
Nóis voltermos c’uma baita de uma reiva
Da outra vez nóis num vai mais
Nóis não semos tatu!
No outro dia encontremo com o Arnesto
Que pediu desculpas mais nóis não aceitemos
Isso não se faz, Arnesto, nóis não se importa
Mas você devia ter ponhado um recado na porta
Um recado assim ói: “Ói, turma, num deu pra esperá,
Aduvido que isso, num faz mar, num tem importância,
Assinado em cruz porque não sei escrever”

Muito divertido. Agora, emoção mesmo foi quando vi o Adoniran com a nossa eterna estrela:

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