Adeus Ano Velho

Bem, 2009 não foi um ano de todo mau. Posso dizer que foi uma viagem.
Em janeiro conheci Brasília, Alto Paraíso e a Chapada dos Veadeiros, Pirenópolis e Goiás (casa de Cora Coralina).
Em fevereiro tive uma urticária gigante. E conheci o Linux, na prática. E também o fenômeno do ano, o Twitter.
Nos feriados, fui para o sul de Minas, claro. Terra dos meus pais. Monte Verde, Gonçalves, São Bento do Sapucaí. São Lourenço, Caxambu, parte do circuito das águas freqüentada pela terceira idade. São Tomé das Letras, que sempre me lembra o Rala Ricota, do Angeli, na “Chiclete com Banana”. E conheci também as ecoturísticas Aiuruoca e Carrancas.
Em maio, me envolvi no “Projeto Paraná”. Sim, pará-na-rua. Cômico? Não, trágico. C’est la vie. Ou, do jeito americano: shit happens.
Em julho, fui a Cuiabá e conheci Nobres, a Chapada dos Guimarães e o Pantanal. Depois, por causa da gripe suína, foi a vez das cidades históricas, das cavernas e do caminho dos diamantes, em Minas.
Em setembro, confessei que estava seguindo a série “True Blood” na HBO. Televisão é mesmo coisa do diabo. Não bastou aquela primeira heresia. Acabei me apaixonando por outros dois “enlatados imperialistas”: “A Sete Palmos” e “Oz – A Vida É Uma Prisão”. Não vou psicanalisar, mas há lá alguns motivos além da qualidade dessas obras de ficção. Quem me conhece de perto, sabe por que passei. Por outro lado, estar desempregado é como estar numa prisão. Ficam desassistidas todas aquelas necessidades hierarquizadas por Maslow, a saber: fisiologia, segurança, associação, auto-estima e auto-realização.
O Santos F.C. teve mais um ano a ser esquecido. Brigou de novo para não cair, no Brasileirão. A boa notícia é que está com diretoria nova. Esperança para o ano que vem.
O segundo semestre foi muito bom para o país, com a volta do crescimento e do otimismo decorrente de todos os indicadores econômicos. A mídia golpista, sem munição, teve que engolir o que tinha profetizado. Uma pena para a oposição sem imaginação daqueles que patrocinaram a quartelada de 1964 e agora posam de democratas.
Bem, vou terminar o ano fazendo o que mais gosto. Vou viajar. Amanhã. Para os lagos andinos. Rever o lado chileno, e conhecer Bariloche. Alguém poderá dizer que viajo para fujir de alguma coisa. Bem, por minha perspectiva, buscar novos horizontes é o que mais me agrada.
Feliz Ano Novo.

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