Bastardos Inglórios

Está em cartaz o novo filme do Tarantino, “Bastardos Inglórios” (Inglorious Basterds, 2009), que foi indicado à Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes. Trata da vingança de judeus contra a elite nazista contada do jeito de Tarantino, com diálogos longos que estendem o filme a cerca de duas horas e meia, e inúmeras referências à história do cinema. O soldado Fredrick Zoller (Daniel Brühl), conhece uma jovem que possui um cinema em Paris. Apaixonado, o soldado convence o próprio Joseph Goebbels a mudar para o cinema da moça a estréia do filme em que ele representa a si mesmo como herói de guerra. Acontece que a moça, Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent) é uma fugitiva judia cuja família foi executada sob o comando do coronel Hans Landa – magnificamente interpretado por Christoph Waltz, que venceu o prêmio de melhor ator em Cannes. Já que toda a cúpula nazista iria ver o filme, isto era o golpe de sorte que viabilizaria a vingança da moça. Por outro lado, havia um grupo de soldados judeus americanos, comandados pelo tenente Aldo Raine (Brat Pitt, cujas caretas lembram o Robert De Niro), vulgo Apache, cuja missão é escalpelar o maior número possível de nazistas. Repare as referências ao western de John Ford no apelido e no nome do tenente – Aldo Ray + John Wayne. Se prestar atenção aos detalhes, o que não dá para conseguir totalmente na primeira vez, existem inúmeras referências dentro dos nomes dos personagens, da trilha sonora, dos cartazes, dos filmes dentro do filme, a todo momento. Bem, não vou contar o filme e nem fazer outra sinopse. Só vou dizer que decidi assistir ao filme esperando o máximo de Tarantino, até com um pouquinho de medo de ficar decepcionado, e saí feliz com o resultado: magnífico! Recomendo.

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