Despejos, demolições, fascismo e racismo

Estados Unidos, União Européia e Rússia estão criticando a prática expansionista de Israel, que está despejando palestinos e demolindo suas casas em Jerusalém Oriental. Essa é a estratégia da direita israelense para atrapalhar os planos de paz que incluem o estabelecimento de parte de Jerusalém como capital do futuro estado palestino. Pelo jeito, Israel vai continuar não obedecendo à ONU e fazendo o que bem entende porque seus cidadãos têm muito dinheiro nos países que poderiam contrariar seu interesse expansionista.
Conforme a Folha de hoje, o chanceler israelense Avigdor Liberman, que é líder de um partido de extrema direita, está hoje em São Paulo e evita locais públicos. Esse indivíduo defende que os árabes israelenses assinem um contrato de lealdade ao Estado judaico. Então deve ter razão o Valter Pomar, secretário para relações internacionais do PT, que chamou o chanceler de fascista e racista. Pode até se discutir a forma, isto é, talvez ele devesse ter sido mais diplomático. Mas o conteúdo do que disse me parece inquestionável.
A visita do chanceler tem o objetivo de se opor à influência do Irã nessa região. Será que ele vai explicar por que Israel pode ter tecnologia nuclear e o Irã não pode?

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