Gran Torino

O nome do filme "Gran Torino" (Gran Torino, 2008, Clint Eastwood) se refere ao carro de Walt Kowalski (Clint Eastwood), recém viúvo, veterano da Guerra da Coréia. Ele próprio participou da montagem daquele exemplar, quando era funcionário da Ford nos anos 70. Além de ser seu xodó, esse carro representa o conservadorismo de Walt, que critica os filhos por comprarem carros asiáticos. Walt é um velho mal-humorado, teimoso e preconceituoso, que não consegue se dar bem com os filhos e tampouco com a vizinhança, cuja maioria é composta por imigrantes vietnamitas em um subúrbio de Detroit. É o último e certamente um dos melhores filmes de Eastwood. Retrata bem a questão do racismo e da intolerãncia. É uma bela estória de vida e de morte. Recomendo.


É interessante como funciona a arte de autor. Exemplo: antes de assistir um filme, costumo procurar na crítica especializada informações sobre o mesmo, com o intuito de poupar tempo, recursos e evitar frustrações. Porém, dependendo do diretor, poupo aquela etapa e assisto de imediato o filme. É o caso de Clint Eastwood, Woody Allen, Martin Scorsese, Brian De Palma, dos irmãos Coen, entre outros, sem falar dos mestres Hitchcock, Fellini e Kurosawa.

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