Domingo, Maio 25, 2008
Pedras de Gonçalves
Domingo, Maio 18, 2008
As Cores de Kieslowski
O polonês Krzysztof Kieslowski dirigiu em 1993 e 1994 a trilogia que faz referência às cores da bandeira francesa:
Ao ver qualquer um destes filmes, a gente se sente como se estivesse lendo um livro. Não tem nada a ver com o padrão blockbuster ou com aquilo que normalmente é exibido em cinemas de shopping. É arte cinematográfica.
- "A Liberdade é Azul" (Three Colors: Blue, setembro de 1993) é um filme sobre perda, dor, tristeza, frieza, mas surpreendentemente otimista. Julie (Juliette Binoche) é uma mulher que perde marido e filha em um acidente de automóvel.
- "A Igualdade é Branca" (Three Colors: White, fevereiro de 1994) é comédia e drama ao mesmo tempo. Dominique (Julie Delpy) é uma francesa insatisfeita que se divorcia do marido polonês. O coitado planeja e executa uma vingança, para ficar quites com a ex-esposa.
- "A Fraternidade é Vermelha" (Three Colors: Red, dezembro de 1994) é um filme sobre amizade, tolerância, destino, coincidências. Valentine (Irène Jacob), ao dirigir de volta para casa, atropela uma cachorra que tem escrito na coleira o endereço do dono.
Ao ver qualquer um destes filmes, a gente se sente como se estivesse lendo um livro. Não tem nada a ver com o padrão blockbuster ou com aquilo que normalmente é exibido em cinemas de shopping. É arte cinematográfica.
Terça-feira, Maio 13, 2008
Ubaldo, o Paranóico
Quero sempre acreditar que a democracia está consolidada neste país porque, assim como no caso do Ubaldo, personagem do Henfil, meu maior medo é o da volta e do recrudescimento do regime militar. A história está aí fora, acontecendo. Se o Supremo Tribunal Federal optar pela manutenção da demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol nos moldes em que foi homologada pelo governo Lula, o nosso glorioso Exército, parceiro do agronegócio e dos garimpeiros, vai negar os direitos dos povos indígenas alegando que isso afetaria a soberania nacional. O nosso General Custer já deixou isso bem claro quando afirmou que "nossa política indigenista é caótica." Os milicos têm dito que a Amazônia é nossa (deles, dos brancos, e não dos índios). E a imprensa marrom, através de seus parajornalistas que são bem pagos pelo patrão, já escolheu seu lado nesta questão, que é o lado dos brancos, claro. Então é hora de pôr a barba no molho.
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