A Grande Esperança

Na terça, 4 de novembro, o senador democrata Barack Hussein Obama II venceu as eleições tornando-se o primeiro presidente mestiço dos Estados Unidos. No início do processo eleitoral, confesso que tinha como certa a vitória do candidato republicano, John McCain. Cheguei a comentar que não achava possível que uma mulher (na época, a senadora Hillary Clinton) ou um negro pudesse chegar à presidência dos Estados Unidos. Confesso que fui ficando cada vez mais surpreso, à medida que as pesquisas de intenção de voto vinham apontando Obama como favorito. Embora Obama não seja propriamente negro, mas mestiço, já que é filho de um queniano negro com uma americana branca, fiquei satisfeito com o resultado. É notório que os presidentes democratas têm sido em geral muito melhores que os republicanos. Ao menos para os próprios americanos. Também gostei da atitude do candidato vencido, senador McCain, com um discurso conciliatório diante de uma platéia decepcionada de conservadores reacionários. Tudo bem. Agora resta saber se Obama conseguirá atender às expectativas e tornar-se um estadista do calibre de John Kennedy ou, pelo menos, de Jimmy Carter. Essa é a esperança dos democratas do mundo. Sinceramente, espero que ele não se torne uma grande ilusão.

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