domingo, agosto 24, 2008

Leitura

Está terminando a 20a Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Quase não fui, deixei para a última hora, mas acabei até comprando mais livros do que imaginava. Embora não esteja lendo muito no momento, acho a leitura algo indispensável. Eu comecei a gostar de ler quando, ainda menino, passei a comprar "Mickey", da Editora Abril. De uma época em que havia preconceito contra os gibis, meus pais ficaram preocupados e perguntaram à minha professora do primário, dona Ametista, se deviam permitir que eu continuasse a comprar gibis. Ela disse que sim, porque os gibis despertariam meu gosto pela leitura. Dito e feito. Mais tarde, no colégio, fiquei fã do Machado de Assis. E procurava imitá-lo nas aulas de redação. Quase me decidi a fazer letras e linguística, não fosse a paixão pela astronomia nos tempos de garoto. Hoje, posso parodiar Groucho Marx, dizendo que acho a televisão muito educativa: toda vez que alguém liga a televisão em minha sala, vou para outro cômodo e leio um livro.
Só mais duas citações, juro. Segundo Sir Richard Steele, a leitura é para a mente o que o exercício é para o corpo. E, conforme Mário Quintana, o verdadeiro analfabeto é aquele que sabe ler, mas não lê.
Esse tema sempre me faz lembrar do ator Oskar Werner no filme "Fahrenheit 451" do François Truffaut (1966), e da queima de livros realizada em maio de 1933 pelos nazistas como "um ato de limpeza contra o espírito não germânico".

Um comentário:

Juliana Lemos disse...

A leitura deveria ser um hábito louvável. Hoje, quando me encontram lendo nos horários vagos, me chamam pejorativamente de "Juliana, a menina dos livros". Eu acho bom.

Muito bom o blog. Parabéns.

Mídia golpista hoje

Domingo é dia de folhear os jornalões e tentar entender o que a máfia dos barões da mídia está querendo que a gente acredite. O Globo, en...