Conselho de um parajornalista

Semana passada, voltando de Joinville-SC, deram-me no avião um exemplar da Gazeta de Joinville. Chamou-me a atenção uma coluna no caderno de política, segundo a qual um parajornalista daquela revista com 40% de propaganda afirmou em 24 de janeiro de 2005, quando o dólar estava a R$ 2,681, que “os números não batem. O real irá despencar. Ponha o carro à venda e compre dólares. Ponha o apartamento à venda e compre dólares. Depois me escreva agradecendo.”
A imprensa marrom vive me enviando propostas de assinatura. Não quero nem de graça. Prefiro a Caras, que vejo quando vou ao barbeiro.
Na lista negra desse parajornalista que é pago para escrever o que determina aquela revista macartista da linha Opus Dei estão os seguintes nomes: Tereza Cruvinel, Kennedy Alencar, Franklin Martins, Eliane Cantanhêde, Luiz Garcia, Vinicius Mota, Alberto Dines, Alon Feuerwerker, Paulo Markun, Paulo Henrique Amorim, Ricardo Noblat, Leonardo Attuch, Mino Carta, Fernando Morais, Gilberto Dimenstein, Marcelo Beraba, Juca Kfouri, Nelson de Sá, Mario Rosa, André Singer, Ricardo Kotscho e Eugenio Bucci.
Fica claro então que a imprensa tem seus próprios interesses como qualquer segmento da sociedade. Cabe a nós, leitores e eleitores, ponderar sobre as tendências daqueles que supostamente deveriam nos deixar bem informados.

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