Três filmes para comentar


  • "Sob o Signo de Capricórnio" (Under Capricorn, 1949) é um filme considerado menor do mestre Hitchcock. Mas eu tinha que vê-lo, de qualquer forma. E gostei. Principalmente da atuação da belíssima Ingrid Bergman. Durante as filmagens ela brigou com o mestre mas, devido a seu profissionalismo, ela teve uma atuação perfeita. Este foi o último filme dela com o mestre, depois de ter atuado nos excelentes "Interlúdio" (Notorius, 1946) e "Quando Fala o Coração" (Spellbound, 1945). Ela também foi maravilhosa em "Casablanca" (1945, Michael Curtiz), "Sonata de Outono" (Höstsonaten, 1978, Ingmar Bergman) e nos seis filmes que fez com o brilhante Roberto Rossellini, um dos mais importantes diretores do neo-realismo italiano. Aliás, com ele a Ingrid teve três filhos. Entre eles a sua cópia, Isabella Rossellini, de "Veludo Azul" (Blue Velvet, 1986, David Lynch). Você reparou que comentei mais sobre a Ingrid do que sobre o filme? Só mais duas curiosidades. Ela atuou sob a direção do compatriota Ingmar Bergman, mas não teve nenhum outro relacionamento com ele. Por outro lado, ela namorou com o diretor David Lynch, o diretor da série "Twin Peaks" (1990 e 1991) e de "O Homem Elefante" (The Elephant Man, 1980), e também foi casada com Martin Scorsese. De fato ela não foi "apenas mais um rostinho bonito" do cinema.
  • "V de Vingança" (V for Vendetta, 2005) é o filme de James McTeigue, o diretor assistente dos irmãos Wachowski, que escreveram e dirigiram "Matrix" (The Matrix, 1999). Na cidade de Londres, num futuro governo totalitário, a jovem Evey (Natalie Portman) é salva por um anarquista mascarado, que lidera uma revolução por justiça e liberdade. Para quem não lembra, Natalie Portman é a menina Matilda, protegida por Leon (Jean Reno) em "O Profissional" (Léon, 1994, Luc Besson). O herói V, originário dos quadrinhos de Alan Moore e David Lloyd, afirma que "você pode matar um homem, mas não um ideal", e que "ninguém devia temer seu governo. O governo é que deveria temer seu povo". Realmente é uma impressionante crítica aos bufões Bush e Blair.
  • Fui ver "Zodiac" (2007) do David Fincher, diretor de "Clube de Luta" (Fight Club, 1999) e "Seven" (Se7en, 1995). Última sessão com um filme de duas horas e quarenta minutos. O filme é bem cotado, mas não pude evitar: perdi umas partes porque cochilei. Não quero desanimar ninguém que está a fim de vê-lo. Mas o final também é o que o inglês chama de anticlimax.

Comentários