Milton Nascimento


O Bituca, carioca da Tijuca, recém-nascido foi adotado e levado para Trespa (Três Pontas, MG), onde ganhou um violão aos quinze anos e formou o conjunto Luar de Prata (com Wagner Tiso, Toninho Brito, Teresa e Guido). Depois de algum tempo, o conjunto virou W's Boys e todo mundo teve que adotar o w como primeira letra do nome. O Mílton virou Willer e até o empresário entrou na dança - virou Wonifácio! Os outros eram Wagner, Wanderley, Wayne e Waltro (ex-Daltro). Em 1963 o Bituca foi para Belo Horizonte com o Wagner Tiso e conheceu o Fernando Brandt, o Márcio e o Lô Borges. Aí o nome do conjunto era Evolussamba. Depois, Sambacana. A essa altura já tinha gravado discos em São Paulo e Rio, como crooner e contrabaixista. Em 1965, ganhou o Berimbau de Bronze no I Festival de Música Popular da TV Excelsior. Em 1966 a Elis gravou a "Canção do Sal". Em 1967, o Bituca ganhou o prêmio de melhor intérprete do II Festival Internacional da Canção, cantando "Travessia", "Morro Velho" e "Maria, minha fé". Em 1968, gravou e se apresentou nos Estados Unidos e México. Em 1971 gravou o álbum "Clube da Esquina" e em 1973 o "Milagre dos Peixes". Em 1974 seu concerto ao ar livre na USP reuniu mais de dez mil pessoas. Em outubro de 1975, com Wagner Tiso, Beto Guedes, Novelli, Toninho Horta, Nivaldo Ornelas, Paulinho Braga, Chico Batera, Tavinho Moura, Fernando Leporace, Nelson Ângelo e outros, lançou o LP "Minas", incluindo composições dele com Ronaldo Bastos, Fernando Brandt e Caetano Veloso ("Paula e Bebeto"). Esse disco só fui conhecer no ano seguinte, ouvindo uma fita K7 que o Airton levou lá para nossa república em meu tempo de Unicamp. "Beijo Partido", "Saudade dos Aviões da Panair" e "Ponta de Areia" me converteram definitivamente ao "miltonnascimentismo" - está explicado.

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