Ainda uma palavra sobre filmes e diretores


Alguém poderá não gostar de um ou até mesmo de todos os filmes do Woody Allen, por exemplo. O que isto quer dizer? Não muito, para mim. Pode haver muitas causas. A cultura dessa pessoa é uma possibilidade. Sem ofensa, não se trata de preconceito. Mas o fato de alguém gostar ou não é uma coisa; a obra artística ter qualidade ou não é outra coisa. É comum a gente ver um filme, gostar, e dizer então que o tal filme é bom. De certa forma, o filme foi bom, para quem viu. Mas quando se trata de qualidade propriamente dizendo, um filme pode ser bom e assim mesmo não agradar. Se o expectador não conhece ou não valoriza aquele padrão de qualidade, ou se este padrão de qualidade opõe-se a seus valores políticos, filosóficos ou religiosos, é claro que este expectador não vai gostar desse filme. E isto não significa que o filme seja ruim ou não tenha qualidade.
Outro dia citei alguns diretores, mas depois vi que deixei de citar os maiores segundo a crítica especializada (por exemplo, o FilmSite), além dos já mencionados Kubrick, Capra e Coppola: Alfred Hitchcock, John Ford, Howard Hawks, Michael Curtiz, Willian Wyler, John Huston, Orson Welles, Billy Wilder, D.W. Griffith, Charlie Chaplin e Steven Spielberg. Admito que muita gente pode até não gostar, mas esses diretores são geniais. Aliás, gostar ou não é muito relativo. Quantas pessoas já me disseram que não gostavam de teatro? Muitas. E, por incrível que pareça, quando lhes perguntei se tinham visto muitas peças ruins, simplesmente me afirmaram que não, que nunca tinham ido ao teatro. Ah, aí entendi porque elas não gostavam de teatro. Simplesmente porque nunca tinham ido a um. O mesmo se aplica a cinema de autor, a pintura, a escultura...etc. Nem vou citar o que já ouvi sobre "nu artístico". Como escreve o Pasquale: é isso.

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